Game Music

Sobre Mim

 

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Bem-vindo a minha página. Meu nome é Eric Fraga, e neste site apresento-me como compositor de músicas para jogos e designer de efeitos sonoros. Aqui você encontrará meu portfólio, que inclui versões de músicas de jogos que produzi no início dos anos 90, ainda durante o processo de aprendizado em minha adolescência, até composições originais para jogos e algumas faixas gratuitas, para livre utilização em seu jogo em desenvolvimento. Faça contato comigo e solicite qualquer música aqui exposta ou contrate-me para compor, performar e produzir com alma a trilha sonora do seu jogo original. Confie em mim: minha paixão pela video game music transcende o trabalho de produzi-las. Leia minha história e certamente compreenderá minha proposta.

Sobre mim

Nascido em 1978, conheci o videogame através de um Telejogo levado até a minha residência em Sobradinho, interior da Bahia, no ano de 1982. A lembrança, aos 4 anos de idade, ganhou registro numa gravação em cassete da minha voz infantil: “videogame, videogame… game” foi uma das primeiras palavras proferidas pela minha pessoa. Somente em 1983, finalmente morando em Salvador, ganhei um Atari 2600 e a paixão consolidou-se. Porém, o mundo dos videogames ainda era governado somente pelos efeitos sonoros…

Composição

Em 1985, meus dois irmãos (um tocando baixo elétrico, o outro um teclado “small keys“) tiveram uma banda de rock de garagem, praticamente um modismo da época. Com pouca idade, acompanhava os ensaios aos sábados com atenção: sob a gerência de um talentoso guitarrista — o líder do grupo — pude observar o poder dos arranjos na execução de uma música. Outro detalhe importantíssimo: a banda somente tocava músicas originais, compostas por aquele guitarrista. Então não havia comparação: o que se escutava nos ensaios, era orgânico. Isto se tornaria a minha primeira — e significativa — referência.

Finalmente em 1992, ao completar 14 anos, obtive meu primeiro instrumento próprio: um teclado-arranjador Yamaha PSR400. Não perdi tempo utilizando os recursos de arranjador automático daquela “maravilha eletrônica”: minha intenção era reproduzir os instrumentos de uma banda, de “ter minha própria banda”. Portanto, as duas primeiras músicas que programei foram Pale Shelter, do Tears For Fears e Rendevouz IV, de Jean Michel Jarre.

Sem um sequenciador dedicado, utilizava a área de produção do auto-acompanhamento daquele arranjador, uma vez que havia percebido que os recursos de quantização e loop eram valiosos, compensavam sua limitadíssima memória de notas (sim, havia um limite de notas expresso no manual do usuário!).

Um desafio extra: mesmo com um instrumento de sons PCM, de polifonia aceitável para realizar uma composição, a pouquíssima memória para performar uma música completa impedia a liberdade de compor. Mal eu sabia que tarefa similar era destinada aos compositores de músicas de jogos, uma vez que ainda estávamos nos tempos das caras memórias ROM dos cartuchos…

Não desisti e neste mesmo ano de 1992, programei a minha primeira versão de uma game music existente. O jogo escolhido foi o obscuro Dinoland, do Mega Drive. Um pinball desconhecido, com uma trilha sonora mágica. Um baixo fretless com arranjos que tirariam o fôlego até do baixista do Eric Clapton, garanto eu. Um arranjo de bateria simples, mas muito elegante. Um synth governando a melodia, simulando até um reverb que sequer havia naquele console (e também no meu teclado).

Meus esforços em recriar aqueles belos arranjos e suas nuances no teclado, sem um sequencer, foram minha grande escola. Meu destino de arranjador e “amigo” de todos os instrumentos, incluindo uma estreita relação com a cozinha — bateria e baixo — foram cruciais para minha formação.

O meu desejo era mesmo o de tocar as músicas dos jogos que mais gostava, naquele meu teclado. Mais do que tocar… recriá-las. E, por que não, agregar novos arranjos? Um jogo chamado Golden Axe, do mesmo console, foi o que mais “sofreu” comigo: ganhou 3 versões estendidas, em cima somente da música da primeira fase (“Wilderness”).

A Mágica do MIDI

Sobrava força de vontade naquele adolescente, mas — sem querer choramingar — faltava um pouco de equipamento. O teclado eletrônico SEM um sequenciador era… limitador. Mesmo. Então, em 1994, meu grande pai presenteou-me com um micro-computador AMD 386DX de 40 MHz, 8 MB de RAM (YES!). Detalhe: SEM placa de som. Porém, faltava pouco: não demorou tanto assim, consegui uma placa de som SoundFX (mono, 8 bit!) com saída para joystick que se tornava MIDI pelo famoso MIDI KIT. Minha vida estava completa! Ainda que limitada pela qualidade “teclado de bar” dos timbres de um PSR-400 — que nem reverb tinha.

Então chegou 1995 e passei a ter um PSR 510… QUE TINHA REVERB! SEQUENCIADOR! MIDI! Tudo isso junto me despertou de vez como arranjador. Eu produzia uma música instrumental atrás da outra, todas inspiradas na game music da época e de alguns anos antes.

Eventualmente, eu esbarrava num sintetizador “profissional” através de um amigo da escola. Ou melhor, 3 sintetizadores. O pai do meu amiguinho tinha um estúdio em casa: raridade em 1995! Eu era “visita” naquele estúdio. Uma silenciosa visita, que sonhava com aquele poder de fogo a cada… visita.

Numa tarde muito especial, na ausência do pai deste estimado colega, tive acesso ao seu sequencer (ele usava software para MS-DOS da Voyetra!) e um dos seus sintetizadores: um GEM, desconhecida fabricante italiana de instrumentos eletrônicos de alto padrão. Pude, em poucos minutos, compor uma pequena passagem instrumental que compartilho com você neste momento, com bastante orgulho.

GUITAR FIDO (1995)

Depois de voltar pra casa atordoado com o resultado do que eu mesmo tinha feito, eu disse a mim mesmo: “Um dia, terei um sintetizador”.

Até lá, utilizava os recursos das maravilhas computacionais dos anos 90. A Creative Labs lançou uma placa de som relativamente barata e com bancos de sons PCM. E o melhor: memória RAM para carregar novos bancos. Era a “SoundBlaster AWE32”. A placa de som que mais tenho nostalgia. Eu a adorava.

Finalmente, em 2002… pude comprar, com a ajuda do meu pai, um Korg Triton. Uma pessoa conhecida trouxe para mim dos EUA — saiu por MENOS DA METADE do preço! E o Triton realizou, realmente, todos os meus sonhos como músico. Ele é meu principal equipamento até hoje. Acho que até sempre.

Produzir video game music original, com alma, é meu objetivo com você que me contratar para seu jogo. O prazer é meu, de verdade, de compor para o gameplay que você conceber.

Acredite: eu toco videogame.

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